segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Eleições é o período de versões.... certo?

Olá turma, tudo bem?

Eu estava pensando a respeito das eleições esses dias. Vocês já repararam na quantidade de versões de músicas famosas que surgem na forma de jingles para promover um ou outro político? São muitas, não são?

Todavia, o único propósito desses jingles é se aproximar de algo que já esta na mente das pessoas para tirar proveito de uma assimilação mais fácil. É quase sub-liminar!

Todavia, existem músicas internacionais que são versionadas em português, acabam fazendo parte de nosso dia-a-dia e nem sempre lembramos que foram "copiadas" de algum outro hit. Vou mostrar alguns exemplos pra vocês:

Música original: Savage Garden - I knew I loved you

Conseguem pensar em alguma versão pra ela? Pois bem, aqui vão duas que pude lembrar.

Versão 1: Sandy e Júnior - No Fundo Do Coração

Versão 2: João Neto e Frederico - Dona de mim

Há quem diga que essas músicas não são versões e que apenas se aproveitam da melodia existente. Para o meu ouvido, isso é bullshit! :)

Bom, mas a alegria do "versionismo" não acaba aí não! Quem nunca curtiu essa música aqui?

Música original: Cat Stevens - Wild World

Dado o sucesso que alcançou, seria inocência pensar que ninguém iria fazer uma versão dela. E, como muitos de vocês devem ter lembrado, existe uma versão dela sim.

Versão: Pepe e Nenem - Nada me faz esquecer

Agora, eu me pergunto o que leva pessoas a "versionar" músicas: será que é falta de criatividade? Acho que não, uma vez que algumas delas são até bem criativas.
Seria incapacidade musical então? Não sei, mas parece fazer mais sentido já que a melodia está pronta e só falta encaixar uma letra nela.

Mas a farra não acaba, como alguns podem pensar, com esses músicos "eventualmente menos capacitados" copiando hits antigos. Existe também músico muito bom fazendo versão de algum hit recente. O exemplo a seguir dispensa comentários.

Música original: Damien Rice - The Blower's Daughter

Versão: Ana Carolina e Seu Jorge - É isso aí

Ou seja, não consigo pensar num motivo muito claro e único que justifique a existência de todas essas versões.

Mas, pensando um pouco melhor, acredito que dois motivos sirvam para a justificar a maioria: aproveitar o sucesso da música original e seguir o modismo musical atual.

Sim, pois o modismo musical brasileiro já foi pagode, já foi sertenajo tradicional, já foi funk, já foi "forró universitário" e, atualmente, é o atual "sertanejo universitário". Por que não pensar que "versões" já foi mais uma dessas modinhas imposta pela empresas fonográficas?

Pra finalizar, gostaria de lhes deixar três perguntas:
- O período de eleições é o período (único) de versões na música brasileira ou as versões são como quaisquer outras modinhas musicais a que estamos sujeitos?
- Quais são outras versões, toscas ou não, que vocês conhecem? (por favor, deixa link para a música original também)
- Vocês já escutaram Hardneja Sertacore? Se não, preparem seus ouvidos (e o fôlego em caso de eventuais risadas) e cliquem no link que eu passei.

E, como diria Seu Jorge e Ana Carolina na sua frase plagiada do Pasqualle Cipro Neto, "é isso aí!"

Espero que gostem!

domingo, 17 de agosto de 2008

A respeito das minhas convicções

Olá pessoas, tudo bem?

Não sei se vocês se deram ao trabalho de ler o post anterior ou se ainda estão lembrados do seu conteúdo, mas eu falei um pouco a respeito de alguns sinais "da idade" a que estamos sujeitos. Um deles é a convicção e é a respeito dela que vou falar um pouquinho nesse post.

Se não me falha a memória, eu disse que havia percebido a existência dessa "convicção" forte e bem definida na minha vida recentemente, provavelmente em decorrência do peso da idade que inevitavelmente só vem se acumulando mais e mais sobre mim.

Então, a questão que quero levantar é: você provavelmente tem alguns princípios e fundamentos estabelecidos, mas chega essa hora em que finalmente você ou os abandona ou os coloca em prática de vez. Eu, felizmente, me tornei convicto de que em relação à disseminação da cultura open-source e à preservação da natureza algo precisava ser feito.

Mas, afinal das contas, o que é que você tanto fala que faz?

Na verdade, não são tantas coisas assim. Eu faço pouco e é este sentimento de "ainda faço pouco" que me faz vir aqui contar para vocês o que é que faço. Primeiro, porque ao dilvulgar o meu compromisso, torno a minha obrigação "pública", motivando-me a fazer mais e dar o exemplo. Segundo, por incentivá-los a tomar o primeiro passo, por menor que este seja.

Open-source

É, comecei justamente por onde eu faço menos. Basicamente, eu só defendo o uso de aplicações livres e abertas, a fim de que as pessoas tomem conhecimento do que realmente estão instalando no seu computador e estão utilizando. Tudo bem que a maioria das pessoas não tem conhecimento, tempo ou vontade de ler os códigos, alterá-los e tudo mais, mas o simples fato de não estarem usando algo pirata já me parece razoavelmente satisfatório.

E, por mais que você não entenda ou nunca vá alterar algum código, o simples fato de um determinado software possuir maior utilização já é uma pressão maior para que ele se torne mais bem desenvolvido, mais bem testado, ou seja, melhor. E em função desse desenvolvimento, toda uma gama de conhecimento é gerada e disseminada, pelo menos entre a comunidade responsável pelo software em questão.

Outra coisa que procuro fazer relacionada ao "open-source way of life" é divulgar conhecimentos que, por ventura, eu sou privilegiado de ter obtido. Seja através de alguma publicação neste blog, através de discussões em comunidades sociais, através de fóruns, da wikipedia ou do knol, ou ainda através de alguma outra forma, sempre procurarei disseminar conhecimento, pois ele é uma das riquezas mais valiosas que um ser humano pode ter.

Preservação da natureza.

Essa é bacana. Gente, não dá mais pra assumir que nosso planeta está aí pro que der e vier e que ele vai agüentar assim para sempre. Eu me incomodo muito com a poluição e sou apenas uma pessoa que entra em contato com apenas a poluição de algumas outras mil. Agora imagine a natureza, que tem que lidar com a poluição de todos?

Parece bobo e tudo mais, mas não nos resta muitas outras opções. Por mais que você não dê a mínima para a preservação da natureza, para a redução da produção de lixo, para a reciclagem ou para o surgimento de tecnologias sustentáveis, a regra é simples: se a natureza for pro saco, nós vamos juntos. Simples assim.

Eu, particularmente, me importo com ela e é por isso que procuro fazer as seguintes coisinhas: eu pratico a regra dos 3R através da coleta seletiva dos meus lixos domésticos e da redução do uso de descartáveis, principalmente no trabalho com a utilização do meu copo de vidro. Incentivo o uso de caronas (toda segunda eu alterno com um amigo quem dirige até o futebol), sou favorável ao incentivo da utilização do álcool e do bio-diesel nos automóveis e procuro não desperdiçar energia ao deixar de utilizar, por exemplo, elevadores para subir ou descer até três andares.

Bom, sei que isso tudo é pouco, mas gostaria de dizer que se todos fizessem pouco, a natureza e nós mesmos já teríamos ganho muito.

Assim, para encerrar, gostaria de pedir que vocês se questionassem a respeito do que fazem em virtude de suas convicções e compartilhassem suas experiências comigo e com os demais leitores do blog. Mais especificamente, gostaria de saber o que vocês acham da disseminação do conhecimento, vinculado ou não ao open-source, e o que vocês acham da preservação da natureza, possivelmente citando exemplos de atitudes tomadas por vocês, ou ainda dando sugestões de novas atitudes que eu possa tomar.

É isso aí.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sinais da idade

20...21...23...
É por volta dessa idade que a maioria das brincadeiras em relação à suposta "velheira" a que estamos destinados começam a tomar corpo, não é? E isso até faz sentido porque cada vez mais nos queixamos de coisas que antes só ouvíamos dos nossos pais, dos nossos avós ou de irmãos mais velhos como "estar cansado", "ter que trabalhar amanhã" ou "descansar para a festa de outro dia".

Mas, sinais da idade são assim mesmo, inevitáveis. E nem todos sinais são ruins como muitos procuram defender...

Vejam, por exemplo, alguns sinais que andei encontrando na minha vida e que não são de todo mal.

Falta de tempo

Bom, a falta de tempo em si é uma coisa muito ruim, assim como o excesso. Acreditem!

Pois, se por um lado temos que nos sacrificar para fazer tudo o que gostaríamos em um período impraticável, pelo outro, temos tempo de sobra para tudo o que deveríamos fazer (ou não). Isso nos leva a não definição de metas concretas e, por consequência, nos sentimos improdutivos e ociosos.

Logo, a divisão do pouco tempo livre torna-se uma tarefa importante e que nem sempre é facilmente realizada conforme gostaríamos. Todavia, é apenas com essas complicações todas que passamos a reconhecer o valor do tempo que, até pouco tempo atrás, passava despercebido por nós.

Distância dos amigos

Esse talvez seja por consequência do primeiro, mas acontece também em virtude dos diversos caminhos que os amigos tomam após a vida na faculdade. Alguns efetivam nos empregos, outros seguem carreira acadêmica e outros seguem caminhos inesperados.

Mas que diabos há de bom em estar longe dos amigos? Tem razão quem respondeu: nada! Bom mesmo é estar perto.

O raciocínio é basicamente o mesmo do primeiro sinal, ou seja, você começa a dar valor às coisas que está perdendo ou às quais tem menos acesso. Como o tempo é pouco e as oportunidades para encontrar os amigos são se tornam raras, cada reunião se torna preciosíssima, memorável e definitivamente deixa um gostinho de "quero mais".

Convicção

Tudo bem que esse sinal provavelmente se tornará futuramente em teimosia, mas é nessa época que você começa a ser convicto em relação a alguns valores que são trazidos de outros tempos. Pode-se entender essa convicção como o florescer de uma semente que foi plantada há tempos e que foi cultivada durante esse tempo com as suas experiências de vida. Algumas vingam, outras desaparecem e outras crescem modificadas.

Eu me dei conta de que realmente apoio a iniciativa open-source e de que prezo pela proteção da natureza.

Como percebi isso? Observando pequenas atitudes que eu tomava no dia-a-dia e como elas casavam com alguns valores meus.

Por exemplo, sou a favor da divulgação do conhecimento e isso implicitamente fazia parte do meu cotidiano através do incentivo à adoção de softwares livres. Da mesma forma, sempre tive uma relação bacana com a natureza, pois sempre a considerei um bem comum de todos nós e, por isso, sempre me incomodei com quem polui ou não cumpre o mínimo que é esperado de uma pessoa cidadã. Hoje, sou a favor de uma conscientização ambiental, procuro aplicar a lei dos três R (reduzir, reaproveitar, reciclar) e tento passar o exemplo para frente, pois foi assim que esses valores foram semeados em mim anos atrás.

Agora me respondam: quais são os sinais positivos da idade com os quais a vida lhes está presenteando?

ps: obrigado às pessoas que vieram antes de mim e me deram o exemplo. Como disse Mahatma Ghandi, "seja você a mudança que quer ver no mundo".

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