Eleições é o período de versões.... certo?
Olá turma, tudo bem?
Eu estava pensando a respeito das eleições esses dias. Vocês já repararam na quantidade de versões de músicas famosas que surgem na forma de jingles para promover um ou outro político? São muitas, não são?
Todavia, o único propósito desses jingles é se aproximar de algo que já esta na mente das pessoas para tirar proveito de uma assimilação mais fácil. É quase sub-liminar!
Todavia, existem músicas internacionais que são versionadas em português, acabam fazendo parte de nosso dia-a-dia e nem sempre lembramos que foram "copiadas" de algum outro hit. Vou mostrar alguns exemplos pra vocês:
Música original: Savage Garden - I knew I loved you
Conseguem pensar em alguma versão pra ela? Pois bem, aqui vão duas que pude lembrar.
Versão 1: Sandy e Júnior - No Fundo Do Coração
Versão 2: João Neto e Frederico - Dona de mim
Há quem diga que essas músicas não são versões e que apenas se aproveitam da melodia existente. Para o meu ouvido, isso é bullshit! :)
Bom, mas a alegria do "versionismo" não acaba aí não! Quem nunca curtiu essa música aqui?
Música original: Cat Stevens - Wild World
Dado o sucesso que alcançou, seria inocência pensar que ninguém iria fazer uma versão dela. E, como muitos de vocês devem ter lembrado, existe uma versão dela sim.
Versão: Pepe e Nenem - Nada me faz esquecer
Agora, eu me pergunto o que leva pessoas a "versionar" músicas: será que é falta de criatividade? Acho que não, uma vez que algumas delas são até bem criativas.
Seria incapacidade musical então? Não sei, mas parece fazer mais sentido já que a melodia está pronta e só falta encaixar uma letra nela.
Mas a farra não acaba, como alguns podem pensar, com esses músicos "eventualmente menos capacitados" copiando hits antigos. Existe também músico muito bom fazendo versão de algum hit recente. O exemplo a seguir dispensa comentários.
Música original: Damien Rice - The Blower's Daughter
Versão: Ana Carolina e Seu Jorge - É isso aí
Ou seja, não consigo pensar num motivo muito claro e único que justifique a existência de todas essas versões.
Mas, pensando um pouco melhor, acredito que dois motivos sirvam para a justificar a maioria: aproveitar o sucesso da música original e seguir o modismo musical atual.
Sim, pois o modismo musical brasileiro já foi pagode, já foi sertenajo tradicional, já foi funk, já foi "forró universitário" e, atualmente, é o atual "sertanejo universitário". Por que não pensar que "versões" já foi mais uma dessas modinhas imposta pela empresas fonográficas?
Pra finalizar, gostaria de lhes deixar três perguntas:
- O período de eleições é o período (único) de versões na música brasileira ou as versões são como quaisquer outras modinhas musicais a que estamos sujeitos?
- Quais são outras versões, toscas ou não, que vocês conhecem? (por favor, deixa link para a música original também)
- Vocês já escutaram Hardneja Sertacore? Se não, preparem seus ouvidos (e o fôlego em caso de eventuais risadas) e cliquem no link que eu passei.
E, como diria Seu Jorge e Ana Carolina na sua frase plagiada do Pasqualle Cipro Neto, "é isso aí!"
Espero que gostem!